10 alimentos que te deixam mais inteligente
30 de janeiro de 2019 rascunho
Seu cérebro é o que você come
“Você é o que você come”. Provavelmente, você já ouviu essa frase. Em tempos em que o cuidado com o que comemos está cada vez mais na moda, a alimentação se torna cada vez mais o foco para construir um corpo bonito e saudável. Porém, geralmente o foco está na forma física, e uma parte bem importante é bastante negligenciada. Estou falando do nosso cérebro, claro.
Primeiro, é importante ter alguns fatos em mente:
- Apesar de ser responsável por apenas 5% da massa corporal, o cérebro é responsável por até 20% da energia consumida pelo nosso corpo diariamente.
- Atividades que estimulam o cérebro, como ler um livro, jogar xadrez ou mesmo resolver palavras cruzadas, podem resultar num gasto calórico parecido com o de uma atividade física moderada, como uma caminhada no parque.
- O cérebro controla todo o corpo, mas em especial as atividades do sistema nervoso central, dentre as quais estão algumas das atividades que mais gastam energia, como os batimentos cardíacos e a respiração.
- Por fim, por mais óbvio que seja, o cérebro faz parte do resto do corpo, e os “tijolinhos” que são usados pra compor as suas células têm os mesmos “ingredientes” das demais células do corpo. E esses ingredientes são obtidos, em sua maior parte, da alimentação.
É claro que você não precisa necessariamente mexer na sua alimentação para melhorar o seu aprendizado. Mas ajuda, e bastante!
1. Abacate
Abacate é uma fruta que contém bastante gordura, e por isso ajuda muito na constituição da bainha de mielina; a bainha de mielina é uma “capa” gordurosa que envolve os nossos neurônios, possibilitando as conexões entre eles (as populares sinapses), que formam os nossos pensamentos. Imagine que os seus pensamentos são barquinhos, e a bainha de mielina é o rio pelo qual eles navegam; sem rio, os barquinhos ficam encalhados.
2. Salmão
Salmão, assim como o abacate, é rico em gordura; e um tipo muito especial de gordura, os óleos ômega 3, que não são produzidos naturalmente pelo corpo humano. Esses óleos são fundamentais, dentre outras funções, para a redução do nível de colesterol sanguíneo e dos triglicerídeos, fazendo com que o seu sistema sanguíneo trabalhe melhor e alimente melhor o seu corpo (e, claro, o seu cérebro). Os peixes de água salgada costumam ser ricos nesse óleo, e o salmão é o “milionário”.
3. Brócolis
Essa é a primeira polêmica da lista. Consigo ver o seu nariz torcendo. Fato é que o brócolis é riquíssimo em vitaminas e minerais, em especial a vitamina K (que aumenta a sua capacidade de aprender) e o ácido fólico (que ajuda a prevenir o mal de Alzheimer), além de conter muita fibra, o que ajuda muito no funcionamento do seu “segundo cérebro” (estou falando do seu intestino).
4. Folhas verdes (couve, espinafre)
As folhas verdes são uma verdadeira “mina de ouro” quando o assunto são minerais. Ferro, cálcio, magnésio, potássio… Tudo isso em pouquíssimas calorias. É custo/benefício que chama, né?
5. Ovos
Entra semana, sai semana e os ovos sempre despertam polêmicas. Parece que os nutricionistas têm uma opinião diferente sobre eles a cada semana. Pra mim, ovos são saudáveis e deliciosos. Cheios de gordura (em especial ômega 3) e proteína, eles ainda contêm colina, uma vitamina do complexo B fundamental para as atividades cerebrais. Você ainda pode, se escolher os caipiras, adicionar uma boa dose de ferro à sua dieta.
6. Azeite de oliva
Como eu disse, nosso sistema nervoso precisa de gordura. E o azeite de oliva, por ser prensado a frio, é uma opção excelente, além de ter sido “testado pelo tempo”, sendo consumido há milhares e milhares de anos, e tendo sido recentemente apontado por cientistas como um dos fatores determinantes para a sobrevivência de diversos “centenários” de países mediterrâneos, o que levou a um culto à “dieta mediterrânea” (como descendente de italiano, me vejo obrigado a concordar).
7. Frutas vermelhas (morango, mirtilo, framboesa, amora, açaí)
As frutas vermelhas (que nem sempre são vermelhas) são ricas em antioxidantes, componentes que combatem os famosos “radicais livres”, responsáveis pelo envelhecimento celular. Além de deliciosas, se consumidas com frequência, podem ajudar a combater o envelhecimento precoce e mesmo doenças como o mal de Alzheimer. Só cuidado: algumas (em especial o açaí) são bastante calóricas, então pegue leve!
8. Chocolate
Agora você gostou, né? O chocolate (mais precisamente o cacau) é rico em gorduras boas, antioxidantes e polifenóis, ajudando a formação de memória e o combate ao envelhecimento. Mas atenção: não confunda chocolate com aquelas barras de açúcar que você encontra no mercado. Chocolate “raiz” é aquele com, no mínimo, 70% de cacau; se você quiser uma opção “quase lá”, existem barras de chocolate saborizadas deliciosas com 60% de cacau. Por fim, chocolate branco não é chocolate, é açúcar com uma pincelada de manteiga de cacau.
9. Castanhas
Aqui existem várias opções, desde as nozes, ricas em zinco, até as brasileiríssimas castanhas do Pará e castanha de caju, a primeira rica em selênio e a segunda rica em cobre e magnésio; todas elas são ricas também em gorduras boas, o que significa que você deve tomar cuidado, pois gordura boa também engorda: uma pequena porção de castanhas pode conter tantas calorias quanto 1 kg de brócolis. O ideal é fazer um “mix” e consumir um punhado por dia.
10. Canela, pimenta, curry, gengibre…
Todos esses temperos são termogênicos, ou seja, ajudam o corpo a aumentar a sua temperatura por meio do aumento da atividade metabólica e da dilatação dos vasos sanguíneos; um “efeito colateral” é que mais sangue chega ao cérebro, ajudando a alimentar as células cerebrais. Vale a pena usar com moderação.
Extra: água
Apesar de não ser bem um alimento, a água é fundamental no funcionamento do nosso corpo, cuja composição é mais de 70% água. A água é importante em uma infinidade de processos biológicos, em especial aqueles que ocorrem no cérebro. Além disso, aquele líquido vermelho que transporta oxigênio e nutrientes por todo o nosso corpo também é composto majoritariamente por água.
A propósito, você sabia que alguns “sintomas” muito comuns de excesso de estudo, como dores de cabeça e confusão mental, geralmente estão ligados à desidratação? Sim, você simplesmente se esqueceu de tomar água! Por isso, é muito importante que os seus estudos sejam sempre acompanhados de um jarro (no mínimo um copo) de água.
Deu fome
Essa é só uma pequena amostra de alimentos que podem ajudar a aumentar a sua capacidade de aprender. Assim como a lista não é exaustiva, você também não precisa incorporar tudo de uma vez na sua dieta. Se você já tem o hábito de consumir esses alimentos, ótimo! Se não, uma boa ideia é adicionar um ou dois às suas refeições, seja como temperos, pratos principais, ou mesmo preparando um smoothie com alguns deles (por favor, sem salmão no smoothie!).
Receita: 1 copo de água de coco, meio abacate, meia dúzia de frutas vermelhas da sua preferência, 1 colher de chá de chocolate/cacau em pó e uma pitada de canela.